Ministério de Louvor

Músico no Reino de Deus

Gostaria de propor uma reflexão sincera e desarmada sobre o que temos chamado de Música, Louvor e Adoração.

Poderíamos começar pela Música. Creio que a música é um talento vindo da parte de Deus, assim como qualquer outro talento, como: vendas, culinária, medicina,  etc.

Porém, tenho observado um movimento de “espiritualização da música”, indicando ser a música, um talento mais especial, mais espiritual, mais importante do que outros,  e tudo reforçado pela citação de que está escrito na Bíblia que a música ocupa um momento e um lugar especial na congregação e nos céus. No caso, por algumas citações do livro dos Salmos e do Apocalipse.

É fato e verdade que há música no céu, no lugar da habitação de Deus, exatamente agora enquanto escrevo, ou enquanto você está lendo; e que o Espírito Santo declara, nas profecias do livro de Apocalipse, que haverá uma manifestação de música cantada diante do trono de Deus pela igreja que se apresenta diante de Deus.

Mas gostaria de refletir com você:

Será essa música profetizada a nossa? A brasileira?
Ou será a africana?
Talvez a mais coerente será a americana ou, quem sabe, não será escolhida por nações, mas sim por estilos musicais, e então será o Jazz?
O Rock?
O Tango?
O Reggae?
Ou talvez o Canto Sacro?
A música de Coral?
Ou melhor, o Samba (haja visto o nível de alegria e de exultação mais coerente com o céu!)?
Ou ao contrário, uma música mais reverente, a Erudita? Essa sim, mais apropriada com o ambiente espiritual do céu?!

Se assim fosse, amados irmãos, Deus “teria que ter” uma atitude nada discriminatória para com todas as nações, estilos musicais e líderes internacionais de louvor!

Será que é assim que temos crido e pregado? Será a nossa música decaída, humana e regional, o padrão de Deus para a Sua habitação e para os momentos profetizados do encontro da Noiva, nós a Sua igreja, com o Noivo Jesus Cristo?

Não será o Espírito Santo um pouco mais criativo, inspirador e poderoso para gerar e produzir em nós algo muito mais superior, verdadeiro, original, poderoso e próprio, do que o que temos produzido até então?

Esses nossos padrões e modelos culturais, fruto direto da capacidade e inteligência humana, não podem adorar a Deus! Os acordes mais bem tocados não adoram a Deus mais do que os acordes tocados com mais simplicidade! A voz mais afinada, não adora a Deus mais do que a voz desafinada.

Se assim fosse, só os melhores músicos e cantores poderiam agradar e adorar a Deus! Qual será o som que Deus realmente ouve? Tenhamos a alegria, o descanso, a certeza e a esperança que, certamente, o  verdadeiro som que sobe à presença de Deus é “o som” de uma vida reta, verdadeira, pura, fiel.

O som de uma vida dedicada e entregue somente a Deus, uma vida sem pecado, sem mentira, sem olhar adúltero ou impuro, fruto de uma mente renovada e limpa, cheia de amor, cheia de Jesus.

Quer estejamos tocando ou cantando, ou estejamos em silêncio, esse é som que Deus quer produzir em nós; essa é a música que sobe direto até Deus, sendo nós o “verdadeiro instrumento” que Deus pode “tocar” e fazer soar sobre a terra e até os céus, a partitura que Ele tem escrito para que seja executada através de nós, e em nós;

para que o mundo veja somente a Sua glória, a Sua formosura, o Seu sucesso e o resplendor da Sua Vida que foi dada à nós em Jesus, para que assim muitos cheguem ao arrependimento e à Vida Eterna, e se tornem assim, Seus filhos.

É assim que você tem sido um músico no Reino?

Nilson Ferreira

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