Iluminando Vidas

Criança é assunto de gente grande!

“Mas qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e se submergisse na profundeza do mar.”  Mateus 18:6

Estamos aqui diante de uma ministração de Jesus aos seus apóstolos, em resposta à indagação: “quem é maior no reino dos céus?” Tudo o que Jesus vai falar em resposta a esta pergunta diz respeito ao nosso trato com as crianças.

Ao tomar uma criança e colocá-la como centro das atenções da igreja Jesus estava apontando para uma alta prioridade de Deus. Há uma lição fundamental aqui!

Está provado que a faixa etária até cerca de doze anos é a fase mais importante na vida de um ser humano. é na infância que as bases da personalidade e do caráter são estabelecidas. Depois, para mudar o curso disso, só com uma operação sobrenatural de Deus.

Ao colocar uma criança, não só como modelo, mas como objeto de cuidado prioritário no reino de Deus, Jesus usa três verbos ou aponta três ações muito significativas e que definem três categorias de pessoas: as que fazem tropeçar, as que desprezam e as que recebem em seu nome os pequeninos. Vamos pensar um pouco sobre isso…

Fazer tropeçar é uma postura ativa para o mal. Jesus disse: “Mas qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e se submergisse na profundeza do mar”. O tom de ameaça que o Senhor usa para aqueles que interferem negativamente no caminho natural de desenvolvimento de uma criança é evidente

Há um caminho normal que uma criança deve fazer até a maturidade. Se tudo correr bem, ela aprenderá a comunicar-se, a interagir socialmente de forma saudável, a tornar-se produtiva para a vida, a desfrutar de uma sexualidade correta que desague na formação de novas famílias e na procriação de filhos e a relacionar-se com Deus. Esse é o caminho natural que o Senhor estabeleceu para o ser humano.

Entretanto, muitas crianças tropeçam pela ação maligna e irresponsável de gente grande. Existem hoje adultos absolutamente desequilibrados e paralisados diante da vida, muitos marginalizados, porque durante a sua infância e adolescência, ações externas os desviaram.

Há muitos pecados que podem ser cometidos contra os pequeninos, fazendo-os tropeçar de maneira que nunca mais encontrem um passo saudável para sua caminhada na vida. A violência é o principal deles. Quando se toca numa criança de maneira desapropriada, marcar indeléveis podem sem feitas em sua alma.

É assustador o número de meninos e meninas que são espancados, castigados como se fossem animais ou que vivem em lares onde a violência física e verbal dá o tom. Se falarmos, então, de abuso sexual ou pedofilia (toda ação de um adulto para com um menor que visa a satisfazer desejos sexuais ou tenha cunho erótico), entramos nas raias do absurdo.

A maioria absoluta dos casos ocorre no ambiente doméstico e os adultos abusadores são da família ou amigos dos pais, embora seja verdade também que, com o advento da Internet, os monstros da pedofilia têm uma porta a mais para entrar na intimidade dos inocentes.

O peso de condenação sobre aquele que comete esse tipo de barbárie é muito grande. O “ai daquele” liberado pela boca de Jesus é sério. Pessoas assim só têm uma chance de alcançar misericórdia: que se lancem num profundo arrependimento na presença de Deus, confessem seu pecado e sejam cobertos pelo sangue de Jesus, submetendo-se ao seu senhorio. Fora isso, estão entre os mais atormentados do inferno.

Há muitas outras maneiras de fazer tropeçar os pequeninos. As brigas e gritarias no ambiente doméstico, as ameaças e a consumação do divórcio, o mau exemplo dos pais quanto à postura ética e de caráter, são instrumentos que Satanás usa para desviar da rota esses seres humanos ainda em formação.

A segunda atitude negativa denunciada por Jesus é a do desprezo, que pode ser não dar importância, não prestar atenção, dizer “eu não tenho nada a ver com isso”. Ele disse: “Vede, não desprezeis a nenhum destes pequeninos; pois eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêm a face de meu Pai, que está nos céus”. É possível pecar passivamente, sem ter nenhuma atitude agressiva.

Dentro da família, crianças precisam ser notadas, ser alvo da atenção dos pais e de outras pessoas. Há filhos entregues a si mesmos, enquanto os adultos trabalham ou curtem suas prioridades. Há outros, pior ainda, sendo fustigados por pedófilos, por traficantes ou sofrendo seus próprios limites, sem que ninguém lhes dê atenção, sem que nenhum adulto por perto os defenda ou oriente.

Uma igreja que não investe maciçamente em crianças e adolescentes é uma igreja que não entendeu a mensagem de Jesus. É por isso que a um alto preço mantemos uma escola e obras sociais. É por isso que estamos financiando os estudos de mais de 400 indianos dalits. É por isso que estamos investindo na Igreja da Criança e que precisamos de líderes que se disponham a abrir células infantis. Não temos o direito de desprezar esses pequeninos!

A atitude que Jesus espera de nós é que as crianças sejam recebidas (e não apenas toleradas). E que o façamos em seu nome! Ele disse: “E qualquer que receber em meu nome uma criança tal como esta, a mim me recebe”. O ato de chamar uma criança e coloca-la no meio dos adultos foi emblemático. É isso que Jesus quer que a igreja faça. Que elas saiam da periferia e venham para o centro, sejam tratadas como discípulos de primeira classe.

Criança é assunto de gente grande. Eu e você precisamos assumir a nossa responsabilidade. Se queremos fazer a obra de Deus, não podemos ignorar aquilo que o nosso Senhor colocou em destaque.

Pr. Danilo Figueira – fonte: comcrist.org

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