Estudo de Célula

O beabá da Libertação

Quando encontramos a Deus e nascemos de Deus, entramos em um processo tremendo de libertação e cura da alma, nos desligando de tudo que nos prendeu antes de conhecermos a Deus, fechando as portas que abrimos para o inimigo através dos pecados.
Entendemos que o inimigo têm acesso à vida das pessoas por causa das brechas que foram abertas a ele, através de seus pecados e também dos pecados de sua família. Todo envolvimento com idolatria, ocultismo, espiritismo, prostituições, mentiras, palavras de maldição, crimes, etc, tudo isso abre portas ao inimigo, mas quando nos encontramos com Cristo, o sangue de Jesus fecha essas portas.

“Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pe 5.8)

O processo de libertação é, geralmente, bem rápido, pois os demônios não suportam a presença do Espírito Santo e a glória de Deus na vida de uma pessoa que realmente busca o Senhor. Quem busca, encontra, e os inimigos então partem em retirada.

Mas existem alguns passos fundamentais para a libertação realmente acontecer, e vamos estudá-los hoje:

1) Arrependimento – quando a luz do Senhor entra em nossa vida, enxergamos a sujeira de nossos pecados, e a primeira coisa é pedir perdão a Deus. Muitas pessoas defendem a ideologia de que não é preciso entrar em detalhes, mas basta pedir perdão por todos os pecados de forma geral, mas não é assim. Não é uma obrigação confessar e pedir perdão a Deus por todos os pecados especificamente mas, aquele que se encontra com Ele, vai sentir a necessidade de fazer isso, devido ao arrependimento verdadeiro que surge em seu interior. Ele sente o desejo de pedir perdão a Deus, não por ser obrigatório, mas por querer ser limpo. Este é o primeiro passo da libertação.
No caso de pecados cometidos contra a pessoa, como quando alguém a feriu, rejeitou, etc, o ponto do perdão também vale, mas neste caso, ao invés de pedir perdão a Deus pelos erros, a pessoa ferida deve liberar perdão ao seu agressor. De qualquer forma, o perdão é o primeiro ponto.

2) Renunciar as práticas erradas – Depois do arrependimento a pessoa sente o desejo de afirmar que se desliga, de toda idolatria, de todo benzimento, de todo ocultismo, imoralidade… isso não é uma regra de libertação. É um desejo que surge no coração do cristão sincero, e por isso a libertação prega essa prática. Podemos reparar que cristãos de diversas partes do mundo e diversas épocas fazem e faziam isso, mesmo sem serem instruídos detalhadamente sobre isso. Afirmar que renuncia as coisas malignas é uma confissão de fé, que vem no coração do crente.

3) Batalha espiritual – o último passo é entender onde há demônios agindo e levantar a voz repreendendo-os. Chegamos a um nível tal de compreensão das coisas espirituais, que entendemos claramente que um problema familiar, como vício por exemplo, é ação maligna, e depois de nos arrependermos e afirmarmos que não temos nada a ver com aquilo, sentimos o desejo de expulsar esses demônios de nossas vidas e nossas casas. Um crente cheio do Espírito Santo vai ser revestido de autoridade a ponto de querer levantar a voz e mandar embora os demônios que o têm perturbado há tanto tempo.Isso é fruto da revelação do Espírito em seu interior, de seus olhos abertos.
Vale lembrar que não adianta expulsar demônios sem antes haver arrependimento e renúncia, mudança. Não por ser uma regra, mas por que a porta tem que ser fechada. A situação pode até melhorar quando expulsamos, mas se não houve mudança de vida, os demônios voltam, e com reforço (Mt 12 – 43 a 45).

Lembre-se: essas coisas não são doutrinas. São apenas um processo natural que observamos que geralmente acontece na vida daquele que nasce de novo. Muitos são libertos durante o louvor, outros numa oração sincera, outros quando perdoam… enfim, a libertação é obra do Espírito Santo, e é uma obra tremenda e maravilhosa!

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