Palavra da Semana

Avivamento

Há cerca de 500 anos Martinho Lutero começou a Reforma Protestante. Claro que, durante a Idade Média, houve remanescentes que não foram contaminados, mas com as 95 teses de Lutero, muita coisa começou a mudar, e a restauração da Igreja começou a acontecer.
Depois dele se levantaram muitos outros, e muita coisa foi restaurada, passo a passo. Desde a salvação pela fé, a necessidade de arrependimento, a necessidade da oração, a volta à leitura da Palavra, tudo isso foi sendo restaurado e a Igreja foi sendo liberta.
No Avivamento da Rua Azusa, há cerca de 100 anos, o batismo com Espírito Santo foi declaradamente restaurado. Sabemos que, obviamente, muitas pessoas antes disso foram batizadas pelo Espírito, mesmo que não tenham falado em novas línguas. O próprio John Wesley afirma ter sentido o Espírito queimar em seu peito, e desde então nunca mais foi o mesmo.
Mas foi no Avivamento da Azusa que o falar em línguas e os dons do Espírito caíram de forma plena sobre a Igreja. Passamos a ver, desde então, ondas de avivamento, aqui e ali.
Pouco antes da virada do milênio, lá pelos anos 70 ou 80, houve uma tremenda restauração no louvor e adoração. Próximo ao ano 2000 um grande mover de células tomou conta do mundo, restaurando o modelo de Igreja nos lares, como era na Igreja Primitiva.
Muitas igrejas pelo mundo, bem antes do mover celular, se reunia em células. Mas pudemos ver nesta grande onda, uma restauração expressiva do modelo de reunião nas casas, acontecendo na Igreja.
Muita coisa ainda precisa ser restaurada. Ainda existem muitas fortalezas, especialmente na mente, que vêm do romanismo.

Porém, como fazer para restaurar estas chaves perdidas?
Temos entendido que existe algo muito importante que precisamos fazer: deixar um legado para a próxima geração.
A próxima geração precisa continuar o que a anterior começou.

A cada geração que permanece no altar de Deus, a glória do Senhor é maior, as maldições vão sendo cada vez mais quebradas, a revelação se torna maior, a genética vai sendo purificada, as bênçãos vão aumentando, e a voz profética vai se tornando mais ousada.

Quando uma geração, filha de homens de Deus, se afasta do Senhor, as chaves vão automaticamente para as mãos do inimigo. As chaves que seus pais conquistaram se perdem, se não houver para quem passar.
Vemos vários avivamentos, mas vemos que a geração seguinte não deu continuidade. Quando isso acontece, o inimigo consegue brecha novamente, pode voltar 7 vezes pior, e quando alguém se levantar novamente para servir a Deus, vai precisar começar tudo de novo.

Todos hão de concordar que, melhor que começar tudo de novo, é dar continuidade.

Muitos se rebelam e abrem novos projetos. Não devemos abrir novos projetos, a menos que o Senhor tenha algo novo para começarmos. Mas sempre debaixo da cobertura de nossos pais espirituais. Os caminhos que foram abertos precisam continuar sendo trilhados pela geração seguinte, e pela seguinte, e pela seguinte. Com isso, A FORÇA VAI FICANDO MAIOR, geração em geração.

Vemos a história do filhos de Eli, no capítulo 4 do 1º livro de Samuel. Os filhos de Eli profanavam o altar do Senhor, e com isso a arca foi roubada de Israel. Os FILHOS não deram continuidade, não cuidaram das chaves, e as chaves foram roubadas.

Quando Adão e Eva pecaram, a autoridade sobre a Terra foi dada automaticamente para o inimigo.

Quando a Igreja se misturou com o paganismo, a autoridade foi dada ao São Pedro.

Por isso, precisamos entender a importância de a próxima geração ficar de pé. Por isso o inimigo age tão insistentemente para corromper a próxima geração. Por isso aquela “velha” não queria que o seminário kids fosse feito.

Os pais precisam ser sacerdotes de fato, e os filhos precisam ter suas experiências com Deus.
Os filhos precisam TER UNÇÃO DOBRADA.
Eliseu andou com Elias. Elias disse-lhe que ele só teria unção dobrada se estivesse com ele quando fosse levado aos CÉUS. Portanto, Eliseu permaneceu com seu mestre, e foi fiel, e quando Elias foi levado, Eliseu recebeu unção dobrada.
Assim é que deve ser.

Eliseu deu continuidade e fez o dobro das obras de Elias, e nós também precisamos ser assim.

Se os filhos tentarem apenas ser iguais seus pais, eles serão cópias. Devemos observar que Eliseu recebeu unção dobrada. Não podemos ser cópias teóricas de nossos pais. Para vencermos, precisamos entrar em dimensões maiores, ser fieis aos pais e receber unção dobrada.

Portanto, existem muitas chaves a serem restauradas, mas para isso precisamos cuidar da próxima geração. Precisamos pensar a longo prazo.
Precisamos ter coragem de ensinar a próxima geração. NÃO PODEMOS MIMAR, pois mimar é coisa da velha.
Não podemos também apenas querer um mover em que sentimos a unção. Precisamos ENSINAR princípios que ficarão encravados no espírito e nas mentes desta próxima geração.

Enfim, precisamos LUTAR PARA QUE A PRÓXIMA GERAÇÃO, E A QUE VIER DEPOIS, E A PRÓXIMA…PERMANEÇAM DE PÉ DIANTE DE DEUS!

-Jonathas Levy Miguel

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