Palavra da Semana

Repreender na prática

“Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7)

Muitas vezes falamos bastante sobre batalha espiritual, sobre guerrear contra o inimigo e repreender seus intentos.
Aprendemos que estamos em uma guerra, e precisamos nos posicionar, e repreender o inimigo, mas muitas vezes entendemos errado.

Estamos, sim, em uma guerra, e o inimigo é enganador. Todo espaço que ele conquista não é dele, mas ele conquistou por causa do pecado.
A autoridade que o diabo conquistou na Terra foi por causa do pecado de Adão, e de todo ser humano desde então. A desobediência e a independência, cederam território ao inimigo, pois nos tiraram da cobertura das ASAS DO ALTÍSSIMO (Sl 91).

Muitas vezes aprendemos a repreender o inimigo, mas não paramos de dar lugar a ele em nossas vidas. Nos tornamos “guerreiros espirituais”, que sabem orar e sabem até quais os demônios que estão agindo, mas precisamos entender que o diabo só vai perder a autoridade se nossas ATITUDES forem diferentes.

O texto acima fala claramente, que devemos antes de tudo nos sujeitar a Deus, e depois resistir ao diabo. Ele nem chega a citar que devemos repreender o diabo. Se apenas nos sujeitarmos a Deus, fazendo o caminho inverso do que Adão e Eva fizeram, e resistirmos ao diabo, mesmo que ele tente nos intimidar e acusar, seremos vitoriosos.

É claro que há momentos em que entendemos que precisamos repreender o inimigo em oração. Observamos Jesus em diversos momentos, ele repreendeu o inimigo, mas estes são apenas alguns casos específicos, quando discernirmos uma ação maligna.

Na libertação é a mesma coisa. Quando um demônio se manifesta, é claro que o repreenderemos, mas a mudança só vai acontecer se a vida da pessoa mudar. O trabalho de libertação é muito mais uma cura das raízes e um fechar de brechas, do que um trabalho de repreender o inimigo.

Repreender o inimigo, na prática, é viver de forma que não dê mais espaço a ele. Só depois disso, depois de tirada toda autoridade que ele tinha, é que damos a palavra final, mandando ele embora. Muitas vezes nem será necessário mandar embora, pois ele mesmo irá, pois não terá mais lugar.

No caso dos dízimos e ofertas, por exemplo, a Palavra diz que o Senhor mesmo repreenderá o Devorador, quando formos fieis nestes princípios.

Outro exemplo, se estamos tendo perturbações à noite, ou pesadelos, devemos orar repreendendo toda ação maligna mas, antes disso, avaliar se isso não está acontecendo por termos assistindo a algum filme de terror, brigado com alguém, ou falado palavrões…etc.

No caso de maldições hereditárias, é a mesma coisa. Existem maldições de família, pois os mesmos demônios que agiam em nossos pais tentarão continuar agindo em nós. Mas antes de orarmos nos desligando destes demônios, precisamos ter uma conduta diferente da de nossos pais, e das brechas que foram dadas ao inimigo.

Portanto, quebrar maldições, começa com a prática. Se não houver brecha, não haverá maldições.

“Eis que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição”;
(Dt 11:26)

Deus abençõe,
-Jonathas Levy Miguel

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