Estudo de Célula

A imunidade da alma

Texto Chave: Provérbios 4:23

Muita gente está preocupada e até mesmo em pânico por causa do coronavírus. Na verdade, o seu poder de
disseminação e o fato de que ele já matou mais de meio milhão de pessoas no mundo em poucos meses,
requer que realmente tenhamos cuidado, guardando o distanciamento social, usando máscaras e evitando
sair desnecessariamente de casa. Entretanto, o mesmo cuidado que adotamos para proteger nossa saúde
física, deveríamos ter para proteger nossa vida espiritual e emocional.
Na reflexão de hoje, vamos identificar alguns “vírus” que podem atingir nossa alma. São elementos sutis,que não podem ser vistos a olho nu, mas que, se encontrarem um lugar em nosso coração, têm um alto poder de “adoecimento”. Como os vírus literais, esses problemas só nos comprometerão se o nosso sistema imunológico ou de defesa estiver enfraquecido.
1. ORGULHO – Tiago 4:6 – O orgulho é um mal que facilmente afeta a alma humana. É aquela tendência de
nunca “dar o braço a torcer”, não reconhecer erros e querer se mostrar sempre superior aos outros. Dizem que, como alguém que tem mau hálito, todo mundo percebe a empáfia do orgulhoso, menos ele mesmo.
Quando uma pessoa permite que a altivez domine seu coração, torna-se insensível a tratamento. Ela não
aceita disciplina, conselho ou crítica e, como consequência, afasta os outros de si mesma. Ninguém tem
prazer em andar com o soberbo… Na relação com Deus, o orgulho paralisa o crescimento. O Espírito Santo não força porta alguma. Se alguém tem o coração endurecido, Ele simplesmente não atuará. Na verdade, Deus resiste ao orgulhoso, como única maneira de que ele, finalmente, se quebrante.
Interação em grupo: Leia os seguintes textos bíblicos e peça para cada participante comentar um e explicar o remédio contra o orgulho que está ali: Romanos 12:6; Gálatas 6:3-5; II Coríntios 10:17-18;
2. DISSIMULAÇÃO – Provérbios 28:13 – Tudo o que não expomos à luz fica refém do império das trevas.
Pode parecer uma afirmação forte, mas é verdadeira. Somos “filhos do dia” e não devemos ter nada oculto
em nossas vidas. Quando escondemos pecados, más intenções ou temos áreas da nossa vida que precisam
ser disfarçadas, estamos afrontando a onisciência de Deus (sua capacidade de conhecer tudo) e estamos
dando lugar ao diabo (que é chamado na Bíblia de “pai da mentira”). Aquele que escolhe este caminho, seja por falta de coragem de enfrentar as consequências do seu erro, seja pelo orgulho, que não gosta de mostrar suas debilidades, não prospera, uma vez que o Senhor o resiste e Satanás o acusa.
Interação em grupo: 1) Por que será que a Bíblia chama o domínio de Satanás de “império das trevas”?
2) Peça para os discípulos comentarem os seguintes textos: Salmos 32:3-5; Efésios 5:8-12; Tiago 5:16.
3. PASSIVIDADE – Mateus 11:12 – A fé sempre se manifesta em atitude. Sem ações práticas, ela é morta. Por isso, a passividade é uma postura altamente prejudicial ao crescimento na vida cristã. Um crente que não age na direção de seus ideais ou que não reage diante dos problemas, tende a ser uma pessoa derrotada e débil na fé. Às vezes, pessoas grandemente envolvidas com o Reino de Deus, passam por uma crise e entram numa passividade mortal. É como se um vírus as afetasse e tirasse toda a sua energia… É muito importante quebrar a passividade, pois Deus costuma trabalhar em resposta às nossas ações. A vida cristã é como andar de bicicleta: se parar de pedalar, em pouco tempo cai! Interação em grupo: 1) Elias foi um grande profeta que foi adoecido pelo vírus da passividade, chegando a pedir para si a morte. Leia com os discípulos I Reis 19:13-15 e peça para eles identificarem, na resposta que o profeta deu ao Senhor, motivos que o tornaram tão passivo.
4. MÁGOA – Hebreus 12:15 – A falta de perdão e a incapacidade de superar injustiças ou situações difíceis tem paralisado a vida de muitos filhos de Deus. Segundo o escritor da carta aos Hebreus, quando não vencemos essas decepções que os outros nos causam, estamos nos privando da graça de Deus, que é sempre uma fonte de perdão e recomeço. Se recebemos o perdão, mas não somos capazes de perdoar, bloqueamos o fluxo deste poder que vem da cruz de Cristo. Interação em grupo: 1) Peça para os discípulos comentarem a seguinte frase: “Perdão não é um sentimento, mas uma decisão”.
CONCLUSÃO – Se houver algum visitante não crente ou desviado, desafie-o a entregar sua vida a Cristo e
viver uma vida livre das amarras religiosas. Conduza uma oração de entrega e consolide-o.

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